ESTÁGIO DXS SUPERESPECIAIS: FOI DADA A LARGADA!!!!
Na semana passada, na fria e chuvosa noite de 22 de agosto foi dado início ao tempo das práticas ou aquilo que endentemos por estágio e também por oportunidade de operacionalizar tudo aquilo que as diferentes disciplinas e momentos do curso proporcionaram.
Assim, agora que conheci o grupo (recebi o email ontem 28.08.18) que me cabia neste latifúndio da turma de futuros formandos ccoemeci a escrever este bilhete que tem por finalidade ser o disparador do pensar o estágio e o TCC.
Por que? Porque o Estágio e o TCC são aquels momentos da nossa formação que nos levam (enquanto profissionais da educação) ea pensar sobre as situações que interpelam cada vez mais a escola; são questões que vão além do pedagógico: são sociais, culturais e até mesmo políticas.
Nosso fazer docente enfrenta problemas socioculturais nunca antes enfrentados, os avanços da tecnologia digital, as questões de gênero, étnicas, o desemprego; elementos que apontam para uma sociedade alterada.
Se acrescentarmos à forme, estados de guerra e pré-guerra (a violência urbana) percebe-se que educar se apresenta condicionado por um conjunto de elementos cuja maior característica está no multifacético.
Em função disso, pensar o fazer docente requer outro modo de pensar educação, até porque educação não tem limites definidos por idade ou pela escola, pelo dever profissional ou pela relação circunstancial de cada um a um certo tempo pedagógico seja ele sincrônico ou diacrônico.
Se educação é um direito inalienável de homem (está na constituição) sem exceção, individual, familiar social ...hoje e sempre, então ter presente que educar é um trabalho oposto a treinamento para o mercado.
Nesse sentido, trazer para o PEAD/UFRGS as questões que interpelam os espaços educativos tem a ver com o que é pouco exercitado, isto é, que o estágio pode ser o momento para pensar em diferentes percursos de aprendizagem e para exercitar uma outra forma de docência.
Uma docência provisória, é verdade, mas que vem carregada de uma racionalidade e mediada por outras leituras de realidade que interpelam aquele que - na educação – tem o seu fazer profissional.
Os modelos pedagógicos, as noções de educação, a relação entre educador e educando são resultados de uma proposta de educação modelada por (paradigmas epistemológicos) que tem na verticalização e na sistematização os elementos principais da construção de um discurso científico que legitima um modo de ser docente.
Entretanto, é preciso ver não apenas aquilo que nos determina, a nós e a aos outros, à coisas, no processo de ensino aprendizagem que se desviam do previsível, as zonas de turbulência, os outros espaços socioculturais, que se apresentam, talvez, menos claros, mais incertos e menos sistematizados, mas onde algo novo pode estar sendo gerado.
Aí pode estar a entrada temática para organizar as 9 semanas do estágio; pensar arquiteturas pedagógicas implica em transitar no campo do relacional, das disputas, das hipóteses em confronto, significa contemplar a pluralidade imaginando que podem haver outras formas modos de pensar educação a partir do cotidiano dos sujeitos.
Mais do que transmitir conhecimentos, educar significa questionar o saber, exercitar a indisciplina diante das regras dos saberes que nos impõem, particularmente aqueles que vem atrelados a lógica do mercado de trabalho e a satisfação do consumo que concorrem para o empobrecimento do sentido da vida.
A ideia do estágio é também propor um desassossego pedagógico, isto é, identificar na proposta escolar aqueles elementos que propõem uma forma de conhecimento ( conceitual explicativo e um conjunto de ações pedagógicas) que situa o pedagogo como um estratega que identifica, pensa e constrói percursos de aprendizagem.
Todo o conhecimento é polêmico no momento em que se constitui, porque chega para destruir desconstituir o que é dado e é dessa forma que realiza as suas construções
Por isso, ao pedagogo cabe refletir e estar atento aos espaços educativos que exige , além do rigor teórico e da atenção à complexidade do pensamento, a capacidade de criar e pensar o diferente nos processos de ensino aprendizagem para que a sua indignação com as formas de injustiça social e exclusão social não sejam naturalizadas,
Como muito bem disse o prof. Crediné naquela noite de apresentação e abertura do período de 2018/2: vocês são especiais. E gente especial não se preocupa com certo e errado, pelo contrário, explora a situação: ansiedade, medo tem a ver com um processo de destruição/recomposição de um modo de ser: agora vocês deixam de ser alunas para seres professoras.
POR ISSO NOSSOS GRUPO A PARTIR DE AGORA SERÁ O GRUPO NÃO DO ESTÁGIO COM O PAULO, MAS O GRUPO DXS SUPERESPECIAIS, CUJO GRITO MOBILIZADOR SERÁ - MAGIS (aquilo que nos faz melhor e nos faz avançar naquilo que fazemos)
Sejam bemvindxs ao estágio ...espero que seja legal para todxs
paulo
ps: a partir de agora vamos estar conectados...e este é o primeiro dos muitos "aviso aos navegantes1"